O produtor e engenheiro agrônomo Sérgio Shun Iti Gonji, de São Sebastião da Amoreira, que está na cultura da maçã há 4 anos, entrou na atividade como mais uma opção de diversificação. Na propriedade de 120 hectares, quase metade é ocupada pela fruticultura. Além das maçãs ele cultiva uvas, ameixas, caqui e laranjas.
  A colheita deste ano já foi encerrada com uma produção média de 35 quilos/planta. ‘‘Ainda sobraram alguns frutos, pois a irregularidade do clima deste ano desorganizou a floração das árvores’’, diz Gonji. Ele já está cuidando do manejo das macieiras, como a poda que estimulará a formação dos esporões para a safra de maçãs do ano que vem.
  Toda produção foi trazida para o mercado de Londrina e região. O preço obtido segundo ele, está permitindo boa rentabilidade. O produtor destaca que a fruta tem cinco categorias de classificação (pp, p, m, g, gg) que orientam os valores pagos. ‘‘O preço da maçã está variando entre R$ 0,40 a R$ 1,40’’, diz.
  Gonji também não vê dificuldades no cultivo, mas alerta para a necessidade de atenção constante. ‘‘Não dá para descuidar. Na rotina do manejo estão a adubação, poda, capina, raleio e colheita’’, lista. A árvore segundo ele, pode sofrer o ataque de doenças fúngicas, por isso ainda faz aplicações preventivas de defensivos.
  Outro cuidado com as macieiras que não pode ser deprezado é a ‘‘arquitetura’’ da árvore. ‘‘A inclinação dos galhos precisa ser manipulada entre 75º e 80º para permitir uma boa insolação na planta’’, orienta. O técnico da Emater, Lucas Neves, completa a informação dizendo que essa curvatura tem que ser providenciada desde o início da formação dos galhos. Há diversos recursos, desde palitos de dente, de churrasco, pedaços de bambu, até a arqueadores plásticos encontrados nas casas de produtos agrícolas. (C.G)

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