Cuidado com as instalações; cercas evitam acidentes
Antes da instalação da Coontruz, os empresários visitaram criatórios nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná para levantamento de dados e cuidados que a ave exige. A construção dos piquetes, segundo o presidente da cooperativa, Giono Koyashiki, exige alguns cuidados: ''muitos deles adaptados após o conhecimento dos hábitos da ave'', revela. Ele destaca que, como o couro é a parte mais ''rentável'' (cerca de R$ 500/peça no mercado interno e US$ 250/peça no externo) é preciso cuidados para evitar acidentes.
Cada ave exige um espaço mínimo de cerca de 100 metros quadrados. Quando elas são pequenas a recomendação é que se utilize telas para a contrução das cercas. Quando maiores podem ficar cercadas com arame liso; a altura ideal é de 1,6 a 1,7 metro.
A Coontruz não utiliza balancins, para evitar acidentes com as aves, por isso optaram pelas estacas de madeira bem aparadas a cada 3 metros.
Apesar de o Ministério da Agricultura exigir cercas com 5 fios, a cooperativa recomenda quatro fios. ''Em momentos de agitação, o avestruz pode prender os pés no primeiro arame e até morrer''. Para melhorar a visualização dos fios e evitar acidentes no pescoço, uma mangueira plástica foi colocada no último arame do cercado. Esse acessório serve também para ''desestressar'' a ave, que o utiliza para ''bicadas''.
A criação exige também a observação de outros hábitos do avestruz. Koyashiki destaca que as aves formam colônias e devem ser acomodadas dessa forma. Uma nova separação dos piquetes precisa ocorrer quando se formam casais. ''Elas são muito fiéis e o assédio de outra ave provoca sérias brigas'', explica. (C.G.)





