Segundo Pedro Nunes, o cruzamento garante de 20 a 30% de heterose, vigor híbrido e rendimento em todas as características de produção do limousin. ''Ganhamos em precocidade, em peso, em padronização, em tempo, em giro'', completa.
No entanto, ressalta, o conhecimento sobre a raça e a utilização de um manejo adequado é que traz o resultado almejado. ''A seleção antes do cruzamento garante equilíbrio entre o dianteiro e a parte posterior do boi, profundidade e arqueamento de costelas, mais peso e adaptabilidade, que culminam na produção de uma carne de qualidade'', aponta.
O superintendente técnico da ABL relembra que quando a raça foi introduzida no Brasil, no início da década de 1990, a maioria dos animais era de péssima qualidade. ''Com a crise, o produtor precisou abater rebanhos e com isso, muito boi ruim foi descartado. Por isso, o plantel brasileiro atual é mais qualificado'', acredita Nunes.
A adaptabilidade da raça também contribuiu para seu sucesso no Brasil. Bastante adaptado na Europa, Estados Unidos e Austrália, o limousin existe hoje em mais de 75 países. ''No Brasil existem diferenças entre os animais criados nas regiões Norte e Sul. No Norte, o gado é mais alto e sem pêlo. Já no Sul precisa ser mais baixo e com pêlo para enfrentar o frio'', explica Nunes. (M.G.)

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