Cruzamento dá o boi superprecoce
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sexta-feira, 24 de abril de 1998
Agência Brasil 
O superprecoce é resultado de um projeto desenvolvido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) durante onze anos em Botucatu, interior do Estado. O diferencial do superprecoce para as outras raças de corte está no tempo de abate.
Atualmente, o menor tempo de abate é de dois anos e meio a três anos. O
superprecoce pode ser abatido com apenas 15 meses de idade, graças às suas
características de precocidade e rusticidade, que são resultantes do cruzamento das raças.
O projeto do superprecoce, que inclui formação de plantel, negociação de contratos e montagem de frigoríficos de alta tecnologia (células frigoríficas) que permitem o abate de até 400 cabeças/dia tem custo aproximado de US$ 2 milhões.
A partir de 1999, a EMBRAPEK pretende iniciar a exportação do animal para o
mercado norte- americano e os estudos nesse sentido já foram iniciados. A
expectativa é de exportar cerca de 10 mil toneladas/ano de carne de superprecoce. Para isso, a EMBRAPEK negocia parcerias com empresas norte-americanas para instalar em Avaré, interior do Estado, células frigorificas no valor de R$ 500 mil cada.
Os trabalhos terão início a partir do primeiro semestre de 99, em área próxima à fazenda Boa Vista, de 1,5 mil hectares. A área para instalação já foi negociada com a prefeitura local, que oportunamente nos fornecerá toda a infra-estrutura, informou a diretora comercial da EMBRAPEK, Sílvia Helena de Canaes. Além da carne, o superprecoce poderá dar origem a outros subprodutos, conforme explicou Sílvia Canaes.
Além de se conseguir um gado novo para abate, de excelente qualidade, agregamos valores e também pode-se vender subprodutos, hoje aproveitados exclusivamente pelos frigoríficos, como o couro, que, no mercado
internacional, está pouco acima de US$700.
Silvia disse ainda que a EMBRAPEK prepara seu ingresso na Bolsa de Chicago,
para entrega de carne nos Estados Unidos a partir do próximo ano, por meio de
contratos futuros. Uma equipe de especialistas foi montada para a operacionalização desses contratos e já trabalha na coleta de informações para o livre ingresso da carne brasileira no mercado norte-americano.


