Segundo a bióloga Adriana Adad, da empresa Aqua Cultura PL Brasil, de Piedade (SP), responsável pela distribuição das pós-larvas, há várias espécies de camarões de água doce para cultivo em cativeiro. O destaque, porém, é para o camarão-gigante-da-malásia, por oferecer melhores resultados econômicos. ''É um crustáceo menos agressivo, o que o coloca como boa opção para o policultivo'', explica.
No primeiro mês de vida a pós-larva é mantida em água salobre (de mangues). A bióloga destaca que, em comparação com o camarão marinho, o de água doce se supera em tamanho. Quando está pronto para o consumo, o peso varia entre 20g e 50g. O sete-barbas, por exemplo fica em média com 7g''.
O sabor do camarão-da-malásia, de acordo com Adriana, tem conquistado apreciadores e incentivado o aumento da produção. ''Temos contatos com exportadores interessados no produto'', diz ela, ressaltando o potencial de comercialização desse camarão. Ela admite, entretanto, que a falta de regularidade na oferta é um complicador. ''Grandes redes de supermercado ainda não oferecem o produto, por não terem como garantir a constância desse camarão na prateleira.'' A empresa paulista está, desde o início de 2006, com um processo para a obtenção do registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). ''A burocracia da legislação também atrapalha'', revela.
''Num futuro bem próximo, estaremos com uma estrutura montada para receber de volta os camarões já prontos para a venda'', garante. (C.G.)

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