O pequeno crescimento do PIB do agronegócio em 2014 foi melhor do que esperava a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Gilson Martins, assessor técnico e econômico da entidade, avalia que a crise econômica nacional não possibilitaria mesmo grandes percentuais de crescimento. Mas ao mesmo tempo, ele aponta que o cenário é preocupante para todos os segmentos, inclusive ao agronegócio.
Martins afirma que o fator que tem mantido o agronegócio em alta é o expressivo crescimento da produtividade em todas as cadeias produtivas. "Isso, aliado ao aumento nos preços das commodities, têm mantido o setor em alta", observa o assessor técnico. Ele aponta que 2014 foi um ano de crescimento para o setor com boa produção, maturação dos investimentos e novos projetos de agroindustrialização.
Mas antes de processar, é necessário produzir. Martins avalia que os custos de produção se elevaram muito nos últimos tempos por causa da valorização do dólar frente ao real, já que 80% dos fertilizantes usados na agricultura são importados. Com um dólar supervalorizado, o insumo acaba ficando muito caro.
Mas em contrapartida, para exportar, o real desvalorizado traz bons rendimentos para o setor produtivo. Questionado sobre o efeito dessas duas situações, Martins é sincero ao dizer que ainda não há uma avaliação completa. "É difícil porque existem muitos fatores econômicos envolvidos."
Em relação ao PIB do agronegócio paranaense, Martins afirma que todo o potencial do setor no ano passado não foi revelado porque ainda há produtos armazenados que não foram comercializados. "O ano de 2015 pode ser bem positivo para o setor", acredita o assessor técnico. No ano passado, as cooperativas paranaenses faturaram R$ 50,9 bilhões, 12% a mais se comparado a 2013. (R.M.)

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