Em Maringá, os ovinocultores estão mais organizados. Segundo Rosivaldo Mattiolli, presidente da Associação dos Criadores de Ovinos do Norte e Noroeste da Região de Maringá (Ovinomar), já existe um projeto para a construção de um complexo frigorífico, cuja meta é abater 100 animais por dia. ''Conseguimos uma verba parlamentar de R$ 750 mil e recebemos a oferta de um terreno da Prefeitura de Mandaguaçu'', afirma Mattiolli. Ele explica que para ter acesso aos recursos, os ovinocultores deverão se unir a outros segmentos e formar uma cooperativa, que terá a participação de produtores de suínos, novilhos precoces, peixes e caprinos.
Hoje, a Ovinomar conta com 85 associados, responsáveis por 10 mil animais, entre eles, 7,5 mil matrizes. ''Recebemos um pedido de 100 carcaças por semana de uma grande rede de supermercados, mas ainda não temos como assumir o compromisso'', declara Mattiolli. Ele afirma que a organização da estação de monta e o novo frigorífico, que deve ter as obras iniciadas ainda este ano, poderão contribuir para a conquista de novos mercados. ''Hoje, a maior parte da nossa produção é destinada aos buffets da região'', diz.
De acordo com o professor Francisco de Assis Macedo, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a criação de um frigorífico irá viabilizar também as atividades do projeto curtume-escola, da UEM. ''No curtume, os produtores aprendem como produzir uma pele de qualidade e como conservá-la até a chegada no local de curtimento. A meta é integrar toda a cadeia produtiva e produzir matéria-prima para a indústria têxtil regional'', conclui. (M.G.)

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