Oito criadores paranaenses da raça limousin programaram para amanhã, 5, o 1º Leilão Diamante. O leilão será em Londrina, no recinto José Garcia Molina, localizado no Parque de Exposições Ney Braga, a partir das 14 horas. Serão ofertadas 54 fêmeas que poderão ser usadas para produção de embriões e 16 touros para uso no cruzamento industrial.
Central de provasUma das atividades do Leilão Diamante será realizada hoje, a partir das 14 horas, com visita ao Limotest, uma Estação de Avaliação de Touros Jovens, instalada na Fazenda São José, a 30 quilômetros de Londrina (PR).
De acordo com o coordenador técnico do leilão, o veterinário Pedro Luiz Alves Nunes, os animais a serem ofertados na pista são de uma genética que ele chama de ‘‘nova geração do limousin, como o touro Esope.’’ Ele lembra que 50% dos filhos desse touro que têm participado em julgamentos estão conseguindo premiações importantes.
Organizam o leilão os criadores Maria Conceição Montans Baer, presidente da Associação de Criadores de Limousin do Paraná e proprietária da Agropecuária Ipê, de Mandaguaçu (PR); Emerson Eloy Palmieri, da Fazenda Morada do Sol, de Japira (PR); Amadeu Cavalcante, da Agropecuária Ventania, de Ventania (PR); Cleide Landgraf Ravanini, da Fazenda Olho D’água, de Santo Antonio do Paraíso (PR); Carlos Fadel e Filhos, da Fazenda Conquista, de Rio Branco do Ivaí (PR); Jorge Karl, da Fazenda Boa Sorte, de Guarapuava (PR); José Roberto Hofig Ramos, da Fazenda Dinorá, de Nova Fátima (PR); José Cardoso Soares Neto e Claudeci Roberto Batista, da Fazenda Floresta, de Loanda (PR).
Pastejo rotacionado Além do leilão, está programada palestra com o veterinário Sérgio Novita Esteves, da Embrapa de São Carlos (SP), sobre pastejo rotacional. A palestra está agendada para às 10h45.
Esse tipo de manejo de pasto tem sido bastante utilizado no Brasil por ser uma das melhores formas de aproveitamento das gramíneas de clima tropical, possibilitando utilização racional da pastagem. O pasto é dividido em piquetes e o gado é transferido entre as áreas em intervalos de dias de uso e de descanso pré-estabelecidos pelo produtor, respeitando-se o desenvolvimento da planta.
Indicado tanto para o gado de corte comercial quanto para criação de animais de elite, o manejo rotacionado permite maior desenvolvimento ponderal dos animais pela disponibilidade de forragem de melhor qualidade.
O potencial produtivo de cada capim só será atingido se o solo for adequadamente corrigido em suas deficiências. As forrageiras tropicais podem responder a doses muito elevadas de adubação, podendo a lotação animal alcançar média de seis a oito unidades animais por hectare durante o período das chuvas.
‘‘O sistema de pastejo intensivo rotacionado também requer providências e estratégias para se maximizar a produtividade. Portanto, o produtor deve ser assessorado para poder detectar o melhor potencial de produção de sua propriedade’’, comenta Esteves.

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