Criação do tipo carne aumentou
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sexta-feira, 04 de setembro de 1998
Luiz Carlos Dias Júnior Guarapuava 
A Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (APCO) garante que neste ano o rebanho de animais para abate aumentou em 15% em todo o Estado em relação ao ano passado. Segundo o presidente da entidade, o veterinário Acyr Loures Pacheco Filho, o estímulo veio por causa do preço. A arroba da carne de ovino está 20% acima do preço da arroba do boi.
O fato da oferta de carne do ovino ser sazonal, concentrada nos meses de safra (de outubro a janeiro), colabora para aumento dos preços, já que há demanda o ano inteiro e defasagem de produção em relação a esta demanda.
Oferta e demandaSó em Guarapuava, segundo Pacheco Filho, são abatidos aproximadamente 300 ovinos/mês, enquanto a demanda representa a necessidade de abate de 1.200 cabeças, somente para garantir oferta no mercado regional.
A principal meta dos produtores atualmente, segundo o presidente da entidade, é suprir o consumo regional. Mais tarde, o objetivo é comercializar também para outros mercados, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ele acredita que o Paraná tem potencial para isso, já que a criação de ovinos do tipo carne, embora pequena em outras regiões, em algumas propriedade da região de Guarapuava, por exemplo, já concentra rebanhos de 1.600 cabeças.
O índice de aumento do plantel de ovinos para produção de carne no Paraná, diz Pacheco Filho, foi feito com base nos registros de animais da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).
Abate garantidoOutro fator que colaborou para aumento do plantel, segundo Pacheco Filho, é que hoje o Paraná possui 13 abatedouros credenciados, sendo dois deles (em Guarapuava e Campo Mourão) especializados em ovinos, incentivando a criação para a produção de carne.
O aumento deste rebanho, porém, foi conseguido através de etapas que a criação de ovinos para produção de carne passou nos últimos anos. Hoje o produtor está mais realista. De acordo com Pacheco Filho, a primeira fase da criação de ovinos para carne começou em 1980, com a importação de animais através do Governo do Estado.
Nesta fase foi incentivada a importação de animais de melhor genética, de raças inglesas como a hampshire down e suffolk, conhecidas como raças de cara negra; a holandesa texel e a francesa ile de france. Numa segunda etapa, os criadores foram estimulados a aprimorarem a produção de reprodutores, com objetivo de melhorar o plantel de cordeiros criados a campo.


