A implantação de um sistema silvipastoril depende da capacidade de investimento do pecuarista. Para baixos orçamentos, o pesquisador Vanderlei Porfírio sugere que o produtor subdivida as pastagens em piquetes e comece a reforma do pasto pelas áreas mais degradadas.
''Se o pecuarista não dispõe de locais para acomodar o gado enquanto as árvores crescem, ele deve protegê-las com cerca elétrica'', alertou. Segundo Porfírio, o fato de os animais se coçarem no tronco das árvores pode comprometer o desenvolvimento das mesmas.
Para garantir a eficiência do sistema, as árvores devem ser plantadas de acordo com as curvas do terreno. Isso irá forçar os animais a caminharem em nível, evitando a erosão do solo. ''Assim as árvores seguram a àgua das chuvas e protegem a pastagem contra geadas, granizo e ventos frios'', declarou o zootecnista Geraldo Moreli.
Num sistema padrão, o espaçamento entre as árvores deve variar entre 20 e 40 metros. Árvores muito próximas comprometem o desenvolvimento da pastagem devido ao sombreamento intensivo. Em espaçamentos maiores, a pastagem perde proteção contra geada.
Moreli explica que as linhas arborizadas - com até 150 árvores cada - devem ter 1,5 metro de distância entre si. ''Essa distância depende do objetivo do pecuarista'', alertou. Segundo o zootecnista, as árvores podem render o dobro se plantadas em linhas duplas. ''O pecuarista não precisa repor árvores em caso de perda e pode realizar mais de uma colheita'', disse.
A espécie escolhida deve respeitar, primeiramente, a aceitação do mercado. Depois, as características da pastagem. ''As árvores não podem comprometer o sistema radicular forrageiro ou ter qualquer efeito tóxico sobre os animais'', informou Porfírio.
Segundo ele, as espécies mais utilizadas são eucalipto, pinus, grevilha, canafístula, sobrasil e louro-pardo. ''Normalmente, o pecuarista quer uma espécie de crescimento rápido e fácil comercialização'', finalizou.

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