A diferença entre oferta e demanda de milho, os baixos estoques e a recuperação nos preços desde o ano passado, estão gerando uma expectativa de aumento de área do plantio da próxima safra. No Paraná, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), as primeiras estimativas apontam para um crescimento de 15% da área comparada com a safra passada.
Segundo a agrônoma do Deral, Rossana Catie Bueno de Godoy, a área a ser plantada é de 1 milhão 774 mil ha, enquanto no ano passado a área atingiu 1 milhão e 543 mil ha.
A produção deve crescer de 5,9 para 7,5 milhões de toneladas. ‘‘A média de preços nos últimos seis anos foi de R$7,66; no ano passado o preço médio da saca ficou em R$ 8,58 e neste ano até o momento o preço médio é de R$10,92, sendo 43% superior à média do período’’, informa a agrônoma do Deral, Rossana Catie Bueno de Godoy.
O milho é o principal insumo de atividades como a avicultura e a suinocultura, que dependem do grão para equilibrar a produção e até mesmo determinar sua expansão. ‘‘A crise no abastecimento deste cereal, à mercê de importações volumétricas, vem progredindo desde o ano passado, em decorrência da desvalorização cambial e de frustrações consecutivas de safras’’, explica a agrônoma. Mesmo as grandes empresas, com maior poder de barganha, acabaram operando com estoques a curto prazo, e a situação apresenta-se mais complicada para pecuaristas de pequena escala, completa. (C.C.)

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