Cresce a procura de rações
Pesque-e-pagueIndústrias esperam o crescimento do mercado de rações para peixes no BrasilAs indústrias de rações animais estão apostando no crescimento do mercado de alimentos para peixes: de acordo com levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Rações (Anfar), o aumento do número de pesque-e-pague e da própria produção brasileira de peixes de água doce identificou 15 indústrias de rações para a aquicultura.
Até o momento a Anfar já identificou 15 indústrias de rações que oferecem produtos direcionados à atividade, informa João Prior, secretário geral da entidade. A Anfar está criando um comitê específico para discutir as questões relacionadas aos organismos aquáticos. Como fabricantes de rações, devemos acompanhar a evolução deste segmento de consumo, desenvolvendo produtos mais adequados a cada classe de consumidor; definir padrões mínimos de qualidade e uma regulamentação da qualidade, e ajudar a atividade a se tornar cada vez mais produtiva, sem agredir o meio ambiente, explica Prior.
Numa primeira análise do segmento, a Anfar avaliou em até 270 mil toneladas/ano o potencial de consumo de rações pela aquicultura nacional. No entanto, apenas 1/3 desse total é atendido pelas indústrias. Há espaço para triplicar a oferta de rações para organismos aquáticos. Essa expressiva parcela dos criatórios de peixes de água doce hoje fabrica sua própria ração ou utiliza resíduos de cerais, restos orgânicos ou dejetos de animais, ressalta João Prior. A questão ambiental está na base do trabalho de divulgação que a Anfar está iniciando para a conscientização dos piscicultores. O uso generalizado de dejetos orgânicos contamina os mananciais, o que não ocorre com as rações industrializadas.
A Anfar definiu quatro linhas básicas de ação: a entiddae está colhendo dados para elaborar uma estatística confiável dos benefícios de rações balanceadas em relação aos alimentos alternativos; incentiva o próprio aumento do consumo de peixes, valorizando a produção intensiva, e trabalha para enquadrar a atividade no Ministério da Agricultura (hoje ela está vinculada ao Ibama).





