A preocupação com a poluição do ar e o chamado efeito estufa fez com que representantes de 159 nações se mobilizassem na busca de alternativas para resolver ou pelo menos amenizar o problema no planeta. Uma força conjunta firmou acordo por meio do Protocolo de Kyoto, instituído no Japão em 1997 e ratificado no ano passado.
O Protocolo define que os países industrializados reduziriam em pelo menos 5,2% suas emissões combinadas de gases de efeito estufa em relação aos níveis de 1990. A União Européia, por exemplo, assumiu o compromisso de reduzir em 8% e o Japão concordou em reduzir 6%.
Alguns países como Rússia e Ucrânia não assinaram o compromisso de redução e outros como Islândia, Austrália e Noruega ainda teriam permissão para aumentar as emissões de gases.
Explicando de uma forma bem simples, países que não conseguem ou não desejam reduzir as emissões internas desses gases ''compram'' o direito de poluir, investindo na ''despoluição'' de países em desenvolvimento. São os chamados créditos de carbono, certificados que países em desenvolvimento (como Brasil, China e Índia) podem emitir para cada tonelada de gases do efeito estufa que deixe de ser emitida ou que seja retirada da atmosfera.
As Reduções Certificadas de Emissões (CERs), como são chamadas, podem ser comercializadas com países industrializados (pertencentes ao Anexo 1 da conferência). Esses projetos podem ser de redução de emissões, como os de reflorestamento e florestamento (sequestro de carbono) ou projetos que evitam as emissões, como os de energia limpa energia de produção totalmente renovável, que não gera emissão de carbono e particulados suspensos no ar -, entre eles energia aeólica, solar e de biomassa.
Além do comércio mundial, iniciado com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, existem diversos mercados de crédito de carbono regionais. Atualmente, um dos principais é o europeu, onde a tonelada do carbono reduzido é negociada em cerca de 15 euros. Até mesmo os EUA possuem uma bolsa de negociações especializada em créditos de carbono, fundada em 2003 por grandes empresas americanas que não querem ficar fora deste mercado.
No Paraná, há várias atividades sendo organizadas, uma delas, que integra o projeto do governo estadual Paraná Biodiversidade, visa o reflorestamento em pequenas propriedades no Noroeste do Estado. O trabalho é coordenado por Manyu Chang, assessora em Projetos Florestais de Carbono da Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

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