O gerente executivo da divisão de agronegócio do Banco do Brasil, Frederico de Luiza Vasconcelos Piauí Lino, ressalta que todas as linhas de financiamento destinadas ao agronegócio atendem também a atividade aquícola, inclusive as linhas de custeio e investimento do Programa Nacional de Incentivo à Agricultura Familiar (Pronaf). ''O Banco do Brasil apoia o setor da aquicultura e da pesca, mas o que verificamos é a necessidade de o Ministério da Pesca articular e estruturar toda a cadeia do pescado para melhorar a distribuição de renda no setor'', analisa.
Na safra 2011/12, o Banco do Brasil aplicou R$ 95 milhões em projetos de aquicultura distribuídos em todo o País, valor 25% superior ao da safra anterior. O Paraná é o terceiro estado mais representativo no setor, com 9% do total empregado no Brasil, e nesta safra apresentou crescimento mais elevado do que a média nacional. Na safra 2011/12, o Estado recebeu R$ 8,18 milhões em recursos do Banco do Brasil destinados à aquicultura, quantia 33% maior do que a investida na safra passada.
Segundo Lino, o banco costuma receber reclamações de produtores com relação à demora para concessão da licença ambiental necessária para liberação do crédito, principalmente nos casos de produção em tanque rede. ''Há uma correlação entre essas duas questões, pois nenhum crédito com subsídio do Governo pode ser concedido para quem não está regular ambientalmente'', reforça.(M.F.)

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