Couro paga o transporte
O abate dos animais do programa Charolês Premium ocorre toda segunda-feira. Já a entrega da carne no supermercado é feita às terças e sextas-feiras. Segundo o veterinário Antonio Sversuti, o frigorífico é o responsável pelo transporte dos animais da fazenda até o local do abate e de lá para o mercado em Apucarana.
''O que encarece o processo de produção é o transporte, que deve ser feito semanalmente'', explica Sversuti. Segundo ele, na Fazenda Santa Catarina o transporte é pago com o couro dos animais. Já o custo do abate é pago com a entrega dos míudos do boi.
O agropecuarista Mauricio De Paula recebe do supermercado 10% a mais pelo preço da carne. Esse valor é repassado ao consumidor, mas a diferença chega a ser apenas de centavos em relação à carne do concorrente. ''Os cortes mais procurados são os mais nobres, para churrasco. Mas a maciez do charolês permite que o consumidor utilize a carne de segunda, mais barata, também na churrasqueira'', assinala De Paula. (M.G.)





