Da Redação
A cotação média paga ao suinocultor paranaense apresentou-se praticamente estável neste início do ano, situando-se entre R$1,10 e R$1,40 o quilo do suíno vivo, tipo carne. A média no Paraná foi R$1,20 o quilo. As informações são do técnico Guilherme Oscar Richter, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
De acordo com Richter, históricamente o mês de janeiro caracteriza-se por uma redução no consumo de carne suína, determinado por fatores e clima e período de férias. Desta forma, continua o técnico, a manutenção de preços em patamares estáveis representou mais uma pressão no custo de produção do suíno, relacionado à cotação do milho, principal insumo, que apenas agora em fevereiro vem apresentando um preço médio menor, com o início da safra, ou seja, R$11,90 a saca contra R$13,20 a saca (valor praticado em dezembro).
Mudanças em marçoO mercado de suínos não espera em fevereiro, diz Richter, uma melhora na demanda no varejo. O volume de vendas em janeiro não foi como o esperado, principalmente na Região Sul, onde houve forte campanha publicitária para aumento do consumo no período de férias.
Toda a cadeia produtiva suína espera agora uma mudança no cenário de consumo apenas a partir de março. Atualmente as cotações (dados de 7 de fevereiro) pagas aos suinocultores, nas principais regiões produtoras e consumidoras são: São Paulo – mínimo de R$1,47kg e máximo de R$1,50/kg; Paraná – mínimo de R$1,10/kg e máximo de R$1,40/kg; Rio Grande do Sul – mínimo e máximo de R$1,15/kg; Minas Gerais – mínimo e máximo de R$1,55/kg; Mato Grosso do Sul – mínimo de R$1,15/kg e máximo de R$1,20/kg; e Santa Catarina, mínimo e máximo de R$1,15/kg.
ExportaçõesDe acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (ABIPECS), as exportações de carne suína no ano passado tiveram um aumento irrisório de 0,34% em volume e uma queda de 23% nas receitas. Ao todo foram exportadas 81,8 mil toneladas do produto, 277 toneladas a mais do quem 1998.
A queda nas receitas foi causada pela redução dos preços internacionais durante o período. Os US$118,4 milhões alcançados no ano passado foram 23% inferiores aos US$153,8 milhões registrados em 1998.
Segundo cálculos da entidade, no ano passado o preço médio do produto caiu 23% no mercado internacional. Em 1998 o preço médio foi US$1.886,00 a tonelada, tendo recuado para US$1.448,00 no ano passado.
Novos mercadosAs indústrias de suínos, segundo técnico do Deral, estão numa verdadeira caça a novos mercados, especialmente os chamados não tradicionais, visando elevar as vendas de carne suína.
Já foram feitos os primeiros embarques para a África do Sul, e os próximos alvos são Cingapura e República Dominicana, cujas negociações estão em fase final. O acesso ao cobiçado, porém tumultuado, mercado russo também não está descartado.
A exportação de suínos, segundo informações da ABIPECS e do Deral, foi a única do grupo carnes que caiu. O setor acredita que com a obtenção da certificação de zona livre de peste suína clássica, prevista para este ano, o Brasil cresça também nos embarques de suínos em 2000. Sendo que em relação aos países da União Européia, importante mercado, a Itália já encontra-se em negociação para voltar a comprar carne suína brasileira, dando, assim, um significativo passo para o Brasil conquistar mercados internacionais mais nobres.

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