Corretor sugere venda ''definitiva'' de café
Desanimado com panorama cafeeiro, o corretor e degustador de café Milton Matoso concorda que crise nunca foi tão grande. Nesse mercado há 54 anos, lembra que o preço de garantia para o café, praticado pelo extinto Instituto Brasileiro de Café (IBC), que nunca era inferior a um salário-mínimo. Só na agência de Londrina, contou que, entre 1963 e 1965, foram comprados 24 milhões de sacas. Depois do fechamento do órgão governamental, em 1990, Matoso disse que o mercado nacional saiu perdendo. ''A produção continuou aumentando de forma descontrolada e o produtor ficou sem garantia de venda do café'', disse. Ele também lembrou dos momentos em que foi necessário queimar café para controlar a produção, nos anos de 1930, 1945, 1959 e 1961. ''Era também uma forma de tirar do mercado interno cafés de baixa qualidade'', comentou. Hoje, segundo ele, ''medida seria um ato de loucura'', mas afirmou que é urgente que o governo mantenha o preço de garantia do café e retome a opção de venda definitiva para não permitir que o mercado passe por uma crise ainda maior. (A.P.N)





