Correio rural
CapivarasLi com atenção a reportagem da jornalista Cláudia Barberato sobre o prejuízo que as capivaras estão causando à agricultura da região. Sou proprietário rural em Rolândia (PR), com 135 alqueires de terras localizadas na confluência dos rios Bandeirantes do Norte e Pitangueiras. Existe na fazenda uma reserva florestal nativa com 50 alqueires, mais as matas ciliares, beirando todas as aguadas numa extensão aproximada de seis mil metros.
Neste ambiente propício as capivaras se multiplicam tranquilamente e, apesar do alimento abundante encontrado nas matas, invadem as lavouras de milho e cana. Da soja elas não gostam muito, à semelhança do ser humano, mas têm um enorme apetite quando encontram brotos de milho e cana. Estimo que por ano dois alqueires são devorados por elas.
Antigamente os caçadores mantinham os bandos sob controle, mas agora a bicharada está sob proteção oficial e sem predadores, juntamente com as pombas que atacam ferozmente os brotos de soja. É preciso encontrar uma solução que assegure a preservação da espécie, mas que também evite incalculáveis prejuízos para os agricultores.
A minha sugestão é que cada produtor rural que constatar na sua área um excesso de animais, receba autorização para abater um determinado número, controlando assim a espécie. Esta prática saudável existe nos países da Europa, onde há um controle permanente para assegurar o equilíbrio dos animais soltos na natureza.
Caso contrário, o Ibama poderá sofrer uma avalanche de ações judiciais, pedindo indenização por danos sofridos. A implantação de criatórios comerciais somente é economicamente viável em latifúndios, que já têm problemas com outros invasores - Nikolaus Schauff, Rolândia, PR.





