Correio Rural
Folha Rural:A chamada bucha-japonesa não é originária do Japão. Ela foi selecionada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Encontrar semente para comprar é coisa rara. Não conseguimos até agora localizar produtores de sementes dessa espécie. O pesquisador Paulo Guilherme Ribeiro, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), explica que é uma variedade mais macia, da bucha (Luffa cilindrica) comum, que se encontra em todas as regiões do Brasil. Trata-se, diz o pesquisador, de uma variedade mais larga e de características apropriadas para a higiene pessoal, como a maciez. É mais curta e se adapta à mão.
Desde que o interessado consiga sementes, para cultivar não tem mistério: planta-se em estaleiro ou em cerca, como chuchu. Paulo Guilherme recomenda um espaçamento de 3 em 3 metros, com no máximo 4 sementes por cova. Embora a bucha cresça mais em lugares com muita matéria orgânica, é uma planta rústica que se adapta a qualquer tipo de solo.
O manejo também é fácil e a planta não dá preocupação com pragas. Conforme o período, atrai vaquinhas como qualquer cucurbitácea (abóbora, melancia, etc.). Planta-se na primavera, em outubro, e se colhe em maio, porque o ciclo varia de 5 a 7 meses. Não existe semente no mercado como, por exemplo, semente de melancia. Mas, basta plantar um punhado e vingarem dez sementes, para no ano seguinte ter mil sementes. Daí em diante nunca mais o produtor precisará se preocupar em adquirir sementes, pois a bucheira produz muito fruto. O mercado é bom. Uma unidade é vendida até por R$ 2,00 no varejo, em Londrina.
Para atrair o comprador, a bucha precisa ser branquinha e bem limpa. Faz-se assim: colha quando começar a madurar - quanto mais madura, a casca quebradiça, mais dura ela é. Para deixar branca como essas que se encontram no comércio, basta colher naquelas condições e colocar na água, por meia hora, com uma solução de 5% de hipoclorito de sódio (água sanitária). Bata bem, para as sementes sairem e serem plantadas no próximo começo do verão.





