De acordo o veterinário Luís Mário Pires de Souza, é raro que um cavalo desenvolva cárie mas isso também acontece, assim como a necessidade de extração de dentes de leite ou o ''do lobo'' o primeiro pré-molar, que não tem utilidade para o animal e só atrapalha o crescimento dos outros.
O mais comum, segundo ele, é que seja necessário fazer a correção da mordedura do animal, com desgaste dos dentes para que as pontas irregulares não machuquem a boca. ''Os dentes dos equinos estão sempre crescendo e vão se desgastando enquanto mastigam, formando pontas. Quando se coloca um bridão, essas pontas pressionam as bochechas, gengivas ou língua, formando feridas. Se não forem cuidadas podem virar sérias ulcerações'', afirma. De acordo com ele, muitos proprietários reclamam que o animal não obedece comandos quando as rédeas são puxadas. ''Isso pode ser um sintoma do problema'', explica.
O tratamento é praticamente o mesmo utilizado em humanos, só que com aparelhos especiais. A maior diferença, além do tamanho dos aparelhos, está na sedação do animal. ''É preciso dar um tranquilizante para que o animal fique calmo e permita o trabalho. Sem isso, seria impossível e extremamente perigoso, para mim e para o cavalo'', diz Souza.
A anestesia local quase não é necessária. ''O dente do cavalo é muito diferente do nosso. O canal, por exemplo, é muito mais profundo e, portanto, ele sente menos dor. Uso anestesia só quando tenho que fazer uma extração ou procedimento mais complicado'', diz. (T.E.)

Serviço: Para mais informações, o telefone do veterinário é (41) 9973-7014.

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