A Corol Cooperativa Agroindustrial vai investir mais de R$ 100 milhões na implantação de duas novas agroindústrias: um frigorífico para exportação de carne bovina e o moinho de trigo. Com sede em Rolândia, a Corol possui hoje 7.300 associados. Sua área de atuação inclui mais de 30 municípios do Norte do Paraná. A cooperativa já possuiu outras agroindústrias que produzem açúcar, álcool, rações, suco concentrado de laranja e uva, e ainda café.
O presidente da Corol, Eliseu de Paula, já apresentou os projetos das duas novas indústrias aos diretores do Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e para o secretário estadual da Agricultura e vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB). O diretor financeiro do BRDE, Amadeu Geara, anunciou que o banco vai liderar o consórcio para financiamento dos dois projetos.
O Projeto Carne, destaca Eliseu, marca também a entrada da Corol no segmento da pecuária, depois de mais 40 anos atuando na área de grãos, fruticultura, rações, café e produção de açúcar e álcool. ''O investimento da nova atividade é estimado em US$ 40 milhões'', revela. Uma moderna planta será construída em Rolândia. Inicialmente serão abatidos 500 cabeças/dia. A meta do frigorífico é atingir 2 mil animais/dia, com a oferta de mais de mil empregos diretos.
Mais de 400 pecuaristas, do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, confirmaram participação nesse projeto integrado. De acordo com o presidente da Corol, ''não existe nenhuma experiência semelhante no Brasil''.
Uma pesquisa de viabilidade feita com produtores de todo Norte do Paraná mostrou que o grande problema do setor é a dificuldade na hora da comercialização. ''Temos um rebanho de qualidade, com uso de avançadas tecnologias, mas o preço e as incertezas na hora do recebimento são os grandes problemas dos pecuaristas'', justifica.
Pensando prioritariamente no mercado externo, a Corol encomendou uma pesquisa junto a especialistas da Universidade de Viçosa (MG), especificamente para avaliar o rebanho da região. O resultado comprovou que a qualidade dos animais é perfeitamente compatível com as exigências do mercado externo.
Depois da pesquisa, diretores da Corol, com acompanhamento de técnicos da área, iniciaram uma ampla discussão sobre o Projeto Integrado com reuniões nos pólos de pecuária do Paraná e cidades vizinhas do Estado de São Paulo como Presidente Prudente. O objetivo é a construção de uma moderna planta, capaz de oferecer cortes diferenciados para consumidores da América do Norte, Europa e Ásia.
Todo processo será implantado com rastreabilidade dos animais e terá acompanhamento dos técnicos da Corol em todas as fases, a exemplo dos demais projetos integrados. Estuda-se até a instalação de um boitel nas proximidades da indústria para garantir a uniformidade do rebanho.
O projeto está em fase final de negociação com um grande parceiro externo, especialista na comercialização de carnes. À Corol, informa o presidente, caberá organizar os pecuaristas, dar condições e padrão internacional de qualidade para o produto. Enquanto isso, o parceiro externo seria responsável pela comercialização. A responsabilidade dos pecuaristas seria na garantia de entrega de um determinado número de animais/mês.
Entre as vantagens para o produtor estão: garantia de comercialização, segurança no recebimento de um valor bem superior ao que é pago hoje pelo mercado interno, agregação de valor com ganho em cima de todos os subprodutos aproveitáveis como couro, bucho, tripa, casco, chifre, sangue e outros.
Isso representa a participação em toda cadeia. Atualmente o pecuarista recebe apenas em cima do peso do animal. O Projeto Integrado prevê o aproveitamento de todos esses subprodutos.

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