Corol constrói moinho de trigo
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Reportagem Local 
A produção de farinha de trigo é o mais novo investimento da Corol Cooperativa Agroindustrial, de Rolândia. Como parte de sua proposta de industrializar os produtos primários para agregar maior valor aos seus associados, estão sendo investidos R$ 36 milhões na construção de um moinho de trigo.
A unidade terá capacidade para a moagem de 128 mil toneladas/ano com o início das operações marcado para agosto de 2009. ''Esse é mais um Projeto Integrado no qual o cooperado não apenas comercializa a matéria-prima, mas também participa dos resultados industriais'', afirma o presidente da cooperativa, Eliseu de Paula.
Localizado nas proximidades do Graneleiro Rolândia, às margens da BR-369, o prédio de 7 andares terá área construída total de aproximadamente 12 mil metros quadrados, com conclusão prevista para dezembro desse ano. Em janeiro, começa a instalação das máquinas, equipamentos e todo processo de automação. ''Além de ser uma planta moderna, projetada para atender as normas internacionais de produção de alimentos, o moinho da Corol conta com a mais avançada tecnologia disponível no mundo'', diz o presidente. A instalação de todo maquinário industrial está a cargo da Buhler, empresa suiça com 148 anos de experiência na produção de equipamentos.
Ainda segundo Eliseu de Paula, com esse moinho, a cooperativa inicia a verticalização do processo de transformação do produto primário: ''Isso significa mais segurança, liquidez e rentabilidade para os nossos associados'', resume.
A produção do trigo, para o presidente da Corol, deve ser encarada como uma questão de segurança e de soberania nacional. ''Em alguns países, como Argentina e Rússia, o governo está impedindo a exportação do trigo para, em primeiro lugar, garantir o abastecimento interno. Enquanto isso no Brasil, por falta de apoio e de definição de uma política clara, o país gasta anualmente uma fortuna para importar o trigo que muito bem poderia ser produzido aqui'', lamenta. Dos 7.700 cooperados, tradicionalmente, pelo menos 2.700 associados já plantam o trigo.
Cana - capacidade dobrada
Outra obra anunciada por Eliseu de Paula e a ampliação da capacidade de produção da usina de açúcar e álcool. A cooperativa investiu R$ 60 milhões na compra de novos maquinários a previsão é de atingir a moagem de 1,5 milhão de toneladas de cana. A produção de açúcar que no ano passado atingiu 1,6 milhão de sacas de 50 quilos, aumentará para 2,3 milhões de sacas, enquanto que a produção de álcool passará de 30 milhões de litros para 45 milhões de litros.
''Além de açúcar e álcool, também vamos aumentar nesse ano a oferta de energia e comercializar o excedente'', explicou Eliseu. Ele lembrou que outra usina está sendo planejada para ser instalada em Sertaneja. Com investimento total de R$ 250 milhões.


