A busca por alternativas energéticas é prioridade para qualquer sociedade. O Brasil, por conta da diversidade, sai em vantagem em comparação com outros países na descoberta de novas fontes de energia. O princípio da independência de fontes tradicionais é o que leva governos, instituições públicas e privadas a investir no setor.
A diversificação da matriz energética paranaense e vários outros benefícios que resultam desta ampliação é o que motiva a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a encampar o projeto das microalgas. ''O lado energético é o grande motivador, mas há outros como a questão ambiental e comercial'', diz Francisco de Oliveira, superintendente da coordenação de Energias Renováveis da companhia.
Para Oliveira, a opção da Copel por novas alternativas permite a inclusão de uma importante parcela da sociedade paranaense. ''Esses projetos possibilitam o desenvolvimento de arranjos produtivos inéditos, como a inserção de agricultores familiares nos processos de produção de energia, tirando-os da condição de meros espectadores'', afirma.
Segundo o dirigente, o projeto das microalgas é uma oportunidade para construir um novo paradigma para a sociedade no Paraná. Oliveira destaca os ganhos ambientais que o projeto proporciona, além da questão comercial. ''Estamos começando a criar uma base para a expansão de uma ação empresarial, buscando a sinergia entre a Copel e a produção de energia e alimentos de forma integrada.
Oliveira destaca que os investimentos nas energias alternativas têm o papel de agregar alguns setores da economia. ''A sociedade é fortalecida com a interação entre o setor agroindustrial e o energético e a produção de alimentos'', diz. Ele acrescenta que as novas tecnologias ou o aprimoramento de práticas possibilitam a expansão de uma matriz energética limpa. ''Isso permite também a construção de uma sociedade mais justa e harmônica'', afirma.
O interesse da Copel em energias alternativas não se limta às microalgas. Além da hidráulica, de amplo domínio da companhia, Oliveira cita a energia obtida do bagaço de cana ou resíduos de madeira. ''Nesta área, o potencial paranaense é grande e pouco explorado'', diz. Segundo ele, a Copel avalia outras possibilidades como a energia produzida a partir de dejetos de animais e humanos; a partir da incidência solar - para aquecimento ou para produção direta de energia (fotovoltaica); a energia cinética contida nos ventos, ou a produzida a partir do óleo de grãos e oleaginosas. (R.C.)

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