O presidente da Aliança Cooperativista Internacional, Roberto Rodrigues, disse em Londrina que o cooperativismo do Século 21 ‘‘sofrerá profundas mudanças’’. A primeira mudança será em relação à atuação da liderança. ‘‘Até hoje o bom líder cooperativista é aquele que consegue interpretar o que a base pensa e projetar alguma coisa em cima daquilo. Não dá mais tempo para consultar a base. A globalização não permite mais isso’’, comentou.
Hoje, explicou, o essencial é ter agilidade. ‘‘Não dá mais tempo para ficar perguntando, consultando. O cooperativista moderno tem que ser um visionário, tem que enxergar mais longe’’. E o produtor tem que ter seu projeto, não votar mais em presidente de cooperativa porque ele é um sujeito honesto, honrado, correto apenas. ‘‘Tem que ser assim também, mas tem que ser um visionário que enxergue além do horizonte e prove para a sua base que aquele é o caminho a seguir e receba da base o empurrão para seguir naquele caminho.’’
Essa é, conforme propõe o presidente da ACI, a primeira mudança importante. Em segundo lugar, o líder cooperativista tem que ser homem com coragem para separar o joio do trigo no cooperativismo, tem que por para fora o mau cooperado, o mau dirigente, o mau funcionário e eliminar a má cooperativa. ‘‘Em terceiro lugar, a cooperativa tem que crescer. Uma empresa pequena pode viver na economia globalizada, mas não pode ficar do mesmo tamanho sempre. A regra da globalização é tem que crescer. Não pode ultrapassar sua área de ação, mas se pode fundir com outra. Em vez de dez cooperativas numa região, que tenha uma só. No fundo todo mundo ganha, na escala.’’ Em quarto lugar, diz Rodrigues, é preciso ter alianças estratégicas, inclusive com setores que ontem eram inimigos da cooperativa e que hoje, dentro desse conceito de cadeia produtiva, agrega-se. Quinto lugar: tem que ter relações de parceria com o Estado. (J.O.)

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