COOPERATIVISMO - Plano de safra privilegia modernização das cooperativas
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sexta-feira, 05 de julho de 2002
Vânia Casado - Equipe da Folha 
Curitiba - O plano de safra 2002-2003 anunciado esta semana pelo ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, vai estimular a modernização das instalações e equipamentos nas cooperativas de produção. Dos 27,6 bilhões anunciados no plano de safra, o governo federal está reservando R$ 250 milhões para um programa específico de financiamento à modernização do setor cooperativista.
As cooperativas poderão contratar os recursos, a juros fixos de 10,75% ao ano, sem o pagamento de correção monetária, que poderão ser investidos em projetos, tecnologias, incremento à produção pecuária e à comercialização. Para o assessor econômico da Organização das Cooperativas do Parnaá (Ocepar), esse programa dará condições ao setor para se tornar competitivo e elevar as exportações. ''Finalmente o governo federal está sinalizando que se convenceu que deve investir em projetos de modernização para o setor agrícola ganhar em produtividade'', afirmou.
Outro item que deve elevar o grau de modernização do setor, e que foi beneficiado pelo governo no plano de safra, foi a linha de crédito que estimula a renovação de máquinas agrícolas, através do Moderfrota. Segundo Costa, no ano passado o governo destinou R$ 1,55 bilhão para serem aplicados no Moderfrota. A expectativa este ano é que sejam aplicados em torno de R$ 2,1 bilhões.
As cooperativas também ficaram satisfeitas com o anúncio de uma linha de crédito no valor de R$ 200 milhões, cujos recursos serão aplicados num Programa de Apoio à Agricultura Irrigada. ''Esta é uma sinalização que o governo federal está apostando diretamente no aumento da produção agrícola'', destacou.
A Ocepar apontou ainda como destaques positivos do Plano de safra, a criação de novos programas como o plantio comercial de florestas, que vai incentivar o plantio de florestas para uso industrial. Serão investidos em torno de R$ 60 milhões, a juros fixos de 8,75% ao ano. Outro programa novo que foi bem recebido pelo setor, segundo Nelson Costa, foi o de erradicação da brucelose e tuberbulose em animais. O governo federal vai disponibilizar R$ 30 milhões em recursos, para que os produtores possam comprar novos animais em substituição aos que serão abatidos por motivos sanitários.
Para Costa, o grande mérito do Plano de Safra 2002-2003 é o aumento da disponibilidade de recursos para programas novos e também a ausência de correção monetária, que em anos anteriores induzia ao endividamento. Com os juros fixos, agricultores e cooperativas podem planejar os investimentos porque sabem quanto vão pagar na hora que fazem o financiamento no banco. ''O agricultor não fica mais a mercê de índices como no passado'', lembra.


