Cooperativas temem problemas com logística
Na região de Maringá, onde a colheita começou no final de janeiro, as chuvas paralisaram as atividades por duas semanas. Emerson Nunes, engenheiro agrônomo da Cocamar, afirma que na região apenas 10% da área que compete aos produtores da cooperativa foram colhidas até o momento. No mesmo período do ano passado esse percentual era superior a 30%. "Se as chuvas continuarem como está, teremos muitos problemas", assinala.
A média de umidade das áreas já colhidas na região de Maringá giraram em torno de 24%, enquanto o ideal seria de 14%. "Por causa disso já encontramos muitos grãos ardidos, porém ainda em um percentual baixo", observa Nunes. Contudo, a maior preocupação do agrônomo não é tanto a umidade, mas sim a logística. Segundo ele, com a última paralisação das colheitadeiras, haverá um acúmulo de embarques de produtos para a cooperativa quando abrir o tempo.
Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico do Sistema Ocepar, afirma que os congestionamentos na entrega da produção nas cooperativas são apenas casos pontuais. Ele conta que a colheita acontece de forma escalonada no Paraná. "Na região Oeste, por exemplo, quase 90% da safra já foi colhida, enquanto que no Sul do Estado ainda não começou", explica.
Ao todo, segundo dados fornecidos pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o Paraná possui uma capacidade de armazenagem de 27,5 milhões de toneladas. Desse total, 55% correspondem às cooperativas. O assessor da Ocepar observa que o setor de armazenagem tem ganhado grandes investimentos. Só em 2012 foram fomentados pelas cooperativas paranaenses R$ 485 milhões em modernização e criação de novos silos. (R.M.)





