O setor cooperativista também comemora o cenário da produção da soja. ''A tendência é de que, em breve, assumiremos o primeiro lugar na produção mundial de soja'', comemora o assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti. Segundo ele, a quebra de safra nos EUA ajudou o mercado brasileiro da oleaginosa.
Por causa desse momento positivo, as cooperativas vêm aproveitando para reforçar os seus investimentos. Mafioletti destaca que até o final do ano as organizações destinarão R$ 490 milhões só na ampliação da armazenagem para atender a elevação da produção de soja. ''Esse otimismo é decorrrente dos produtores que aumentaram a área plantada'', observa. Mesmo com esses investimentos, o especialista da Ocepar aconselha que as cooperativas devem se resguardar porque não se sabe como o mercado irá se comportar daqui por diante.
O gerente técnico da cooperativa Integrada, Irineu Batista, destaca que as expectativas são positivas, já que a tendência do mercado é manter-se estável. Mafioletti da Ocepar acrescenta que a demanda pelo mercado chinês é grande. ''Por ano, eles importam 61 milhões de toneladas'', destaca. Desse total, um terço é proveniente do Brasil. (R.M.)

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