Cooperativas seguem essa meta
Da Redação
O sistema cooperativista, representado no Oeste paranaense pela Cooperativa Central Regional Iguaçu (Cotriguaçu), sediada em Cascavel, está empenhado em ampliar a produtividade, no campo e no processamento das matérias-primas, e em aplicar os conceitos de qualidade. São dois componentes indispensáveis para quem quer conquistar espaço no mercado cada vez mais competitivo, afirma o presidente da Cotriguaçu, Fábio Rosso.
A própria Central está desenvolvendo um programa de certificação de qualidade em seus departamentos e unidades que opera. O moinho de trigo instalado na cidade de Palotina conquistou o certificado ISO 9002, após minuciosa preparação de seus recursos humanos e do processo industrial, ao qual foram acrescentados equipamentos sofisticados, de moagem e empacotamento de farinha, e o acompanhamento permanente que já era feito da qualidade do produto.
Processo contínuoO moinho, que absorve o trigo de agricultores associados às cooperativas do sistema Cotriguaçu, é inteiramente informatizado, tem equipamentos importados da Itália, e é o maior em capacidade de moagem entre os moinhos de empresas paranaenses. No ano passado produziu mais de 100 mil toneladas de farinha, que foi vendida para panificadoras, restaurantes, varejistas e outros consumidores.
Com o ISO 9002, a Central conseguiu novo e significativo referencial para sua indústria e o produto que oferece, observa Fábio Rosso. O presidente acrescenta que a qualificação é um processo contínuo, ao longo do tempo, e que, além de não admitir qualquer tipo de retrocesso, exige a permanente modernização de métodos e técnicas. Enfim, firma-se um compromisso inarredável com a qualidade e a modernidade, diz o presidente.
Segundo o diretor-administrativo e financeiro, Pedro Marcos Mantovanello, a Cotriguaçu também certificou seus setores de Recursos Humanos e Finanças, e o processo está em curso no Terminal do Porto de Paranaguá, que no ano passado embarcou mais de 2,364 milhões de toneladas de grãos e farelo. O Terminal é responsável por um quarto do volume de grãos embarcado no porto, e é submetido à permanente melhoria na qualidade dos serviços que presta.
ModernidadePara o diretor-secretário da Cotriguaçu, Sebaldo Waclawovsky, a modernidade deve se espalhar do trabalho no campo ao produto final que sai da indústria, com produção em quantidade, qualidade, e com menor custo, para que se viabilizem os agricultores e as empresas cooperativas que eles formam. Sebaldo acrescenta que as cooperativas procuram cumprir a palavra de ordem, de verticalizar a economia, processando a matéria-prima para agregação de valor.
As cooperativas detêm os principais e mais diversificados projetos agroindustriais do Oeste paranaense, que, no conjunto, têm expressiva participação na economia do Estado. Os dirigentes das organizações há muito se convenceram de que o caminho era o da verticalização da economia, com a transformação dos produtos primários. Assim, por exemplo, grãos, que antes eram comercializados diretamente, viram farinha, e outros transformam-se na ração que alimenta os rebanhos.
Na outra ponta do processo estão os laticínios, frigoríficos que industrializam a carne e outros complexos. Unidades industriais de cooperativas ligadas à Cotriguaçu, já operando ou em fase de implantação, caracterizam o Oeste paranaense como um dos principais pólos frigoríficos do País no setor frango. As indústrias e a estrutura em torno delas alimentam a economia rural, geram milhares de empregos urbanos, e tributos para o Poder Público.
A Cooperativa Central Regional Iguaçu é formada pelas cooperativas Coopavel, de Cascavel (com 3,5 mil associados), Coopervale, de Palotina (5,7 mil), Copacol, de Cafelândia (4,5 mil), Cotrefal, de Medianeira (4,4 mil), Coagro, de Capanema (4,5 mil), e Copagril, de Marechal Cândido Rondon (3,6 mil associados). A maioria destas cooperativas também está empenhada em programas de certificação de qualidade, alguns já completados.





