As cooperativas do Paraná, responsáveis pelo recebimento de mais de 70% da produção do Estado, têm ajudado o produtor a melhorar o sistema de conservação de solos. Irineu Baptista, gerente técnico da cooperativa Integrada, afirma que o plantio direto é um processo que dá suporte em longo prazo. Para incentivar a adoção do sistema pelos cooperados, a cooperativa tem trabalhado com treinamentos e informações técnicas.
Com o objetivo de fomentar a rotação de culturas, a Integrada tem trabalhado com o incentivo à semeadura de milho na safra verão. "Infelizmente, muitos agricultores são imediatistas", explica Baptista, em relação ao bom retorno financeiro da cultura da soja na primeira safra. Ele aponta que o produtor deve direcionar de um quinto a um sexto de sua área no ciclo de verão para fazer a rotação de cultura. Além disso, Baptista apoia a construção e conservação dos terraços nas propriedades.
Silvio Krinski, engenheiro agrônomo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), afirma que o plantio direto foi uma revolução para a agricultura brasileira. Ele completa que o foco do produtor deve ser na conservação de solos. O apoio da assistência técnica, segundo ele, é fundamental no apoio aos produtores. "Porém, não adianta assistência técnica sem a vontade do produtor", esclarece o agrônomo.
Em relação aos terraços, Krinski explica que o produtor deve fazer uma análise da área para saber se há ou não a necessidade de construção. O especialista afirma que muitos produtores compram máquinas muito grandes e que por isso às vezes é necessário desmanchar os terraços. Ele alerta que a máquina deve se adequar à propriedade e não o contrário.

Rotação
Sérgio Higashibara, produtor na região de Mauá da Serra (Norte), é um dos produtores que têm adotado o plantio de milho na safra de verão. Com isso, assegura ele, consegue manter um alto índice de palhada no solo. Como o milho é inviável na região durante o inverno, Higashibara planta trigo, aveia e, ocasionalmente, canola.
Ele explica que a canola tem folha larga e garante uma boa quantidade de palhada no solo. Higashibara já pensou em adotar aveia preta e nabo forrageiro mas, segundo ele, essas culturas são difíceis de comercializar. O agricultor destaca que a rotação de culturas reduziu a incidência de doenças e dos custos de produção. Dos 360 hectares que serão semeados no ciclo 2015/16, 84 hectares serão semeados com milho e 240 hectares com soja. (R.M.)

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