Nem sempre o produtor sabe como lidar com as novas tecnologias e aplicá-las adequadamente. Por isso, as cooperativas estão investindo cada vez mais em suporte técnico. Muitas vezes, segundo Leonardo Kami, coordenador de agricultura de precisão da Cooperativa Cocamar, os produtores só pensam em maquinários e esquecem que é necessário colocar em prática os dados computados pelos equipamentos durante a análise do solo e seguir as orientações dos técnicos.
"Os aparelhos (usados na agricultura de precisão) são ferramentas a mais, mas o nosso objetivo é que o produtor faça a gestão adequada de sua propriedade". O coordenador completa que não adianta somente obter informações por meio de equipamentos, é necessário saber o que fazer com elas.
Segundo ele, o apoio das cooperativas é muito importante para ajudar o agricultor nesse momento. "Quando um cooperado adquire uma máquina com tecnologias que englobam a agricultura de precisão, sempre o orientamos sobre como utilizá-la", observa. O especialista sublinha que há a necessidade de ensinar o homem do campo a interpretar dados fornecidos por um computador.

Viabilidade
Irineu Baptista, gerente técnico da Cooperativa Integrada, destaca que investir nessa tecnologia vale a pena. Em pesquisas de campo, Baptista percebeu que ainda há muitos mitos que emperram a expansão da agricultura de precisão. Um deles é que as tecnologias são caras e complexas de se manusear. De acordo com Baptista, há vários níveis de uso do sistema, por isso o produtor pode escolher quais tecnologias quer ou não utilizar em sua lavoura.
O gerente observa que toda a equipe de técnicos de campo da cooperativa ajuda os produtores a solucionar dúvidas a respeito do tema. Segundo ele, o produtor tem que investir de uma forma ou de outra se quer garantir boa rentabilidade para a lavoura. O gerente acrescenta que a adesão à agricultura de precisão na Integrada cresce em torno de 5% ao ano. (R.M.)

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