A pesquisa, através do Iapar, e as cooperativas do Paraná que trabalham com algodão (oito no total) têm um plano que visa a volta da cultura com 200 mil hectares em seis anos, segundo o presidente da Coceal, em Ibiporã, Almir Montecelli.
Seu otimismo se deve ao aumento do preço da arroba do produto que passou de R$ 11,00 em março, para R$ 18,00. Há dois anos estava em R$ 8,50. Montecelli faz uma avaliação promissora do produto para os próximos anos. 1) O preço está bom, 2) Foram superados problemas de doenças com o desenvolvimento de novas variedades e com a colheita adiada para abril e maio, época de menos chuva, 3) Existe boa tecnologia, 4) Está em discussão uma lei de incentivo ao produto. Segundo ele, ''isto é suficiente para o algodão voltar''.
O algodão volta, mas com novo perfil, com sistema de produção mecanizado, perdendo o caráter de geração de trabalho e divisão de renda. ''Como opção de rotação de cultura para a soja, em áreas maiores com colheita mecanizada ou em áreas menores com agricultura familiar''.
Segundo pesquisador Wilson Paes de Almeida, melhorista de algodão e líder do programa de algodão do Iapar, as pesquisas em desenvolvimento são para inserir o algodão nas médias e grandes propriedades num sistema de rotação de cultura.
O processo é a longo prazo e durante um período devem coexistir sistemas de produção mecanizado e manual. (E.P.).

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