Cooperativas apoiam a inclusão agrosilvipastoril
Algumas cooperativas paranaenses já conseguem alinhar alta produtividade com preservação do meio ambiente. Silvio Krinski, coordenador da área ambiental da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), afirma que as instituições estão alcançando, por meio da diversificação de culturas, recuperar áreas e obter alto índice de produtividade.
Segundo ele, no sistema de integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF) é possível obter renda da carne, dos grãos, da madeira ou do látex. "Esse tipo de sistema de produção ainda é muito pequeno, pois falta assistência técnica especializada nesse tipo de assunto", completa. Além disso, Krinski salienta que os produtores são muito imediatistas, ou seja, estão acostumados a receber a cada quatro ou seis meses com a produção de grãos, enquanto que uma floresta só começa a dar lucro depois de alguns anos.
Krinski avalia que é prioridade inserir essas novas atividades no cotidiano dos produtores. "Além disso, é necessário criar mercados que absorvam essa nova produção", destaca. Para isso, o coordenador lembra que existem as linhas de crédito disponíveis por meio do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), ministrado pelo Ministério da Agricultura. Entretanto, ele critica que o plano deveria ser mais incisivo e disponibilizar mais recursos.
Dentro do tema agrofloresta ou agroecologia, duas palavras consideradas sinônimas, Krinski destaca que o plantio direto também é considerado um sistema agroecológico e deve ser levado em conta entre os pequenos, médios e grandes produtores. "Não há mais a abertura de novas áreas para plantio", observa. (R.M.)





