Cooperativas ampliam opções de comercialização
Alternativa encontrada pelos piscicultores para ampliar os canais de comercialização da produção, o cooperativismo começa a ganhar adeptos entre os produtores de peixe do Paraná. A Cooperativa dos Produtores de Peixe do Rio Iguaçu (Coperçu) reúne 210 cooperados nas regiões Sudoeste e Oeste do Estado. A cooperativa foi fundada em 2006, com sede em Nova Prata do Iguaçu. O presidente da Coperçu, Paulo Langner, explica que a entidade deve produzir, em tanque rede e escavado, até 2 mil toneladas de tilápia ao final deste ano. Para o final de 2013, a meta é atingir 7 mil toneladas.
A venda da produção é garantida por meio de uma parceria com a Copacol Cooperativa Agroindustrial Consolata, que industrializa o pescado e atua em sistema de integração com os cooperados da Coperçu. Langner lembra que a produção de peixe na região só teve início com a fundação da cooperativa e que agora o local é um polo produtor. ''A Coperçu é fruto da união de várias vontades, que envolvem interesse político, incentivo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), necessidade dos produtores de diversificarem a produção e potencial da cadeia'', enumera.
Entre as vantagens obtidas com o sistema cooperativista, o presidente da Coperçu aponta a facilidade de obter liberação para uso de águas públicas da união e também de licenciamento ambiental, além do fim da sazonalidade da cultura, com garantia de constância na produção. Mas Langner também critica a dificuldade de acesso ao crédito para a atividade, fator que considera o maior gargalo do setor. ''A atividade é nova e, por isso, muitos agentes financeiros ainda têm restrição em linhas para piscicultura. Falta uma visão geral da cadeia produtiva'', analisa.
Na região de Curitiba, a Coopescadosul, aposta na produção familiar para conquistar o fornecimento de refeições em entidades públicas e empresas. Os 69 cooperados participaram da fundação da entidade realizada há um mês. Com 72% do grupo composto por aquicultores familiares, a produção é liderada pela tilápia, mas também inclui outras culturas, como a carpa, em tanques escavados. O presidente da Coopescadosul, Norberto Shiniti Esumi, afirma que o foco principal da cooperativa é destinar a produção atual de 1,2 mil toneladas por ano para as instituições públicas, como escolas, refeitórios e penitenciárias. ''Tínhamos a necessidade de nos organizar para vender e com a cooperativa conseguiremos cooperação nos canais de comercialização e, no futuro, vantagem econômica na aquisição de insumos'', avalia.(M.F.)






