Cooperativa investiu na segregação de silos
A solução não é tão simples de ser implementada e existem muitos conflitos para se administrar: ''Nem sempre o que é ideal para a indústria, interessa também ao produtor. A cultivar pode produzir uma farinha interessante do ponto de vista comercial, mas ela pode ser menos produtiva, por exemplo'', explica Rudolf Gerber, coordenador de moinho da Cooperativa Agrária.
Para implementar a produção regionalizada, a cooperativa precisou investir na segregação dos silos. ''Não existe trigo ruim. Existe trigo com características específicas e ele não pode ser misturado quando o produtor entrega a produção. Não se pode tratar o trigo como uma commodity'', destaca.
Variedades de trigo com qualidade para atender a demanda da indústria já existem, resta agora ampliar as experiências de segregação para atender melhor o mercado consumidor estimado em 10 milhões de toneladas de trigo por ano. Hoje cerca de 55% desse volume é usado na produção de farinha para panificação.
''A nossa produção sozinha de trigo não supre essa demanda. Produzimos em excesso o trigo brando, mas falta o trigo panificável no mercado e, mesmo quando é produzido, muitas vezes acaba sendo misturado com qualidades inferiores por falta de informação ou armazenagem'', lamenta Marcelo Voniska. O resultado, para ele, é que a indústria muitas vezes acaba sendo forçada a importar. ''Para ter sucesso, é preciso definir o volume de trigo que vamos produzir e segregá-lo ao receber'', resume Vosnika.





