Cooperativa investe na atividade
Para incentivar o cultivo da laranja no Norte do Paraná, a Corol criou há nove anos o Projeto Integrado de Citricultura, que atende atualmente cerca de 24 municípios da região. O projeto é uma alternativa, já que a citricultura não tem nenhuma linha de financiamento, explica o chefe do Departamento de Fruticultura da Corol, Benno Roes. A proposta da Corol é de um contrato casado de 12 safras. Trocando em miúdos, a Corol oferece o acompanhamento técnico desde o fornecimento de mudas até a comercialização. Em contrapartida, o produtor deve adquirir todos os insumos e vender a produção à cooperativa.
Atualmente o projeto envolve 130 produtores, com 2000 mil hectares cultivados. Sessenta por cento acham-se em produção. Neste ano foram produzidas 360 mil caixas de 40,8 quilos. A expectativa da Corol é que esse volume dobre no próximo ano, chegando a quase 800 mil caixas. E pretendemos chegar a 4 milhões de caixas em 2001, diz Roes. Setenta por cento da produção da Corol estão sendo comercializados in natura e 30% são destinados ao processamento de suco, feito na Paraná Citrus, sediada em Paranavaí.
Segundo o presidente da Corol, Eliseu de Paula, a cooperativa deve investir no projeto US$15 milhões. Desse valor, US$10 milhões destinam-se à construção de uma indústria de suco de laranja, que deve entrar em funcionamento em 2001. A pretensão da cooperativa é atender o mercado paranaense e o Sul do País. E, se houver quantidade, preço compensatório e logística, podemos até exportar o produto, diz Roes.(J.S.)





