As adversidades da safra 2013/14 – como a estiagem do início do ano passado e a leve retração dos preços das commodities – não atrapalharam a elevação de 10% no faturamento da Cooperativa Integrada do ano passado, que atingiu a marca de R$ 1,9 bilhão. Na quinta-feira, a cooperativa com matriz em Londrina apresentou oficialmente os números, balanço de investimento e rateio entre os oito mil associados durante Assembleia Geral Ordinária (AGO), no Parque de Exposições Governador Ney Braga.

O presidente da cooperativa, Jorge Hashimoto, explicou que mesmo dentro de um cenário de clima desfavorável, preços um pouco mais modestos, o agronegócio e cooperativismo de forma geral conseguiram superar essa fase delicada. "Garantimos um crescimento sólido mesmo com a economia em menor ritmo. Isso aconteceu graças a confiança dos nossos cooperados no trabalho", salientou ele.

Outro número importante é que em 2014 a Integrada bateu novamente o recorde de grãos recebidos nas 56 unidades da cooperativa distribuídas pelo Estado. O montante total entregue foi de 1,7 milhão de toneladas de soja, milho e trigo. "Acredito que conseguimos atingir esse recorde graças à adesão de novos cooperados do ano passado. No total, foram 500 produtores que começaram a trabalhar conosco", calcula Hashimoto.

Na AGO de quinta-feira, também foi divulgado o valor de R$ 16,3 milhões referentes às sobras do exercício 2014. Em dezembro, a Integrada antecipou R$ 8 milhões para os agricultores associados que entregaram e comercializaram a produção de soja na cooperativa durante o ano. "As sobras líquidas foram bem superiores ao exercício de 2013. Algo em torno de 25% maior".

No que diz respeito à área industrial da cooperativa, os números ainda são modestos frente ao faturamento global, algo em torno de 15%. Atualmente, a cooperativa conta com quatro unidades industriais para produção de derivados de milho, suco concentrado de laranja, rações e fios de algodão, além de três unidades de beneficiamento de sementes. Para este ano, a expectativa é que uma nova unidade industrial de milho entre em operação na cidade de Andirá, com processamento de 30 mil toneladas mensais do produto. Em Londrina, também está sendo construída uma nova unidade industrial de rações, que deve entrar em atividade no segundo semestre do ano que vem.

Para Hashimoto, a industrialização da cooperativa é importante porque agrega maior valor à produção dos cooperados. "A produção industrial faz com que cada vez mais tenhamos uma estabilidade no que diz respeito aos resultados, já que há uma garantia com esse trabalho".

Segundo balanço preliminar anunciado pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), as 228 cooperativas vinculadas à organização devem encerrar 2014 com movimentação econômica de R$ 50 bilhões. O valor, que deverá ser fechado em breve, é superior ao orçamento de vários estados brasileiros e, como aconteceu com a cooperativa de Londrina, corresponde a cerca de 10% de crescimento em relação ao ano anterior.

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