Os primeiros pés de maçã Eva que chegaram ao norte do Estado foram trazidas pela Cooperativa Sul Brasil, de Assaí. Segundo o responsável técnico, Megumi Uchigoshi, a pedido do pesquisador Roberto Hauage (responsável pela pesquisa), a empresa selecionou três produtores que já possuíam experiência com a produção de maçã, trazidas de propriedades em Palmas. ‘‘Conseguimos comprovar a eficiência da variedade Eva para regiões como o Norte, com clima mais seco e quente’’, afirma.
  Megumi também coloca como principal vantagem da maçã o fato de ela entrar mais cedo no mercado. ‘‘O frescor e o sabor da maçã Eva são os responsáveis pela boa aceitação do consumidor’’. A cooperativa, com sede em São Paulo, é conhecida por abrir as portas daquele mercado para as frutas da região. Entretanto, o volume de produção da Eva, como afirma, ainda é pequeno e atende apenas os consumidores da região.
  Megumi chama a atenção ainda para a necessidade de padronização e classificação da fruta. ‘‘O sabor se compara ao da gala, mas a aparência ainda é bastante rústica se comparada a outras cultivares já estabelecidas como a gala e a fuji’’. A cooperativa é responsável pelo acompanhamento técnico de boa parte dos produtores e já vem implantando melhorias no aspecto físico da produção.
  O custo de implantação de um pomar de qualidade, com a média sugerida de mil árvores/ha, segundo ele, fica em torno de R$ 8 mil. A mudas custam em torno de R$ 5,00 cada. Já no primeiro ano aparecem alguns frutos mas, como aconselha Megumi, é melhor não ‘‘forçar’’ a planta, para que o vigor e o porte não sejam prejudicados. ‘‘A produção comercial é melhor a partir do quarto ano de implantação’’. O técnico da Sul Brasil não soube precisar custos de mauntenção do pomar até a produção comercial, mas garante que não há registros de casos sérios de pragas e doenças, por isso os gastos não são elevados. (C.G.)

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