Curitiba A cooperativa Witmarsum, de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), encontrou na fabricação de queijos especiais uma alternativa para inovar a produção de laticínios. Atualmente é a única no País a produzir queijo do mofo branco (o famoso Brie) e Raclete, A cooperativa está explorando nichos de mercado e hoje atende pontos de venda de alto padrão, como padarias, delicatessen, supermercados mais refinados, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.
O diretor da Witmarsum, Diethard Pauls, acredita que há um potencial de mercado a ser explorado. Na Europa o consumo de queijos corresponde a 200 quilos (kg) per capita/ano, enquanto no Brasil é de somente 3,9 kg per capita/ano, comparou. ''Temos uma larga estrada a percorrer para consolidar o consumo de queijos nobres''.
Mas Pauls está otimista. Segundo ele, a preferência por queijos nobres, de qualidade vem se revelando nos últimos cinco ou seis anos. Esse comportamento está acompanhando a descoberta do consumidor brasileiro por vinhos de boa qualidade. ''Por enquanto tudo ainda é muita novidade'', afirmou.
A opção pela fabricação de queijos nobres foi motivada pelo desafio de encontrar um rumo econômico mais promissor para a cooperativa. Segundo Pauls, os dirigentes da Witmarsum constataram que tanto as cooperativas como empresas se tornavam gigantes para produzir em escala ou se mantinham pequenas, desde que atendessem nichos de mercado com produtos de qualidade. ''A empresa média no Brasil sofre demais'', lamentou.
Como a cooperativa não é grande, tem cerca de 266 cooperados, resolveu explorar nichos de mercado pegando carona na qualidade do leite Cancela, marca da Witmarsun, produto conhecido e respeitado no mercado curitibano.

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