Conquistar novos associados, ampliar o seu sistema de armazenagem e também em áreas de atuação, além de incentivar cada vez mais a agroindustrialização com novas plantas, é o objetivo da Coamo Agroindustrial Cooperativa. No ano passado, a organização faturou R$ 8,6 bilhões. Para 2015, o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, espera um faturamento de R$ 9 bilhões. Até 2020 a cooperativa ainda não formalizou uma meta de arrecadação, mas em um cálculo rápido - não oficial - Gallassini chutou entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões.
O presidente da Coamo destaca que tem aproveitado as assembleias e os encontros para divulgar os benefícios de ser um cooperado. O aumento do número de associados, que hoje são 27.398, tem por objetivo elevar o volume de produção. "Mas nem todo mundo tem espírito cooperativista", salienta o presidente. Além de elevar o número de cooperados, a cooperativa pretende focar ainda mais em elevar a produtividade das áreas onde atua.
Com o apoio das entidades de pesquisa e do constante treinamento dos seus 270 agrônomos, a ideia da organização é fazer com que o pico de produtividade em soja registrado pela Coamo, que já chegou a 83,33 sacas por hectare, vire a média de produção da cooperativa, que hoje é de 58,33 sacas por hectare. No milho, a meta de produtividade é chegar a 250 sacas por hectare, com média atual de 166,66 sacas por hectare.
Para dar conta de receber todo esse volume de grãos, a Coamo deve focar em armazenamento. Hoje, ela recebe em torno de 7 milhões de toneladas de soja e possui uma capacidade de armazenagem de 5 milhões de toneladas. O plano da cooperativa é ampliar o número de armazéns, principalmente no Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, onde tem unidades. Além disso, a Coamo tem planos de construir uma nova indústria de processamento de soja no Mato Grosso do Sul. O projeto ainda não saiu do papel, mas está em fase de negociação.

Confiança
Para Gallassini, o cooperativismo conquista associados pela confiança, já que o produtor sabe que sempre terá à disposição insumos, assistência técnica e pode comercializar a produção quando quiser. "A cooperativa é o braço direito do produtor", salienta o presidente da Coamo.
Antonio Sabino Guadagnin, de 76 anos, foi um dos primeiros associados da Coamo, tornando-se associado na década de 1970. Hoje ele faz parte da primeira das três gerações da família que são cooperadas Coamo.
"Com a cooperativa, temos confiança na comercialização, assistência técnica de qualidade e os armazéns ficam próximos da nossa propriedade", observa. Guadagnin conta que antes da Coamo, que foi criada em 1970, tinha que levar a sua produção até Maringá, isso elevava os custos. Além de entrega mais rápida, as vendas são melhores porque o poder de barganha da cooperativa é bem melhor.
Hoje Guadagnin compartilha sua experiência de cooperado com o filho, Gilberto José Guadagnin e os dois netos, Gilberto José Guadagnin Junior e Marcos Augusto Guadagnin. Para Gilberto, o cooperativismo "é muito importante para o produtor".

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