Cooperativa contrata diretoria executiva para facilitar sucessão
Uma das principais discussões das cooperativas do agronegócio, como acontece em grandes empresas de diversos outros setores, é a questão da sucessão. Para atenuar essa transição sem traumas - e sem perder o foco no crescimento - a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá, discutiu por três anos qual estratégia iria adotar neste processo.
A melhor opção foi a contratação de uma diretoria executiva, composta por um presidente e dois vices, sendo um de gestão e outro de negócios. Essa equipe, que iniciou o trabalho em fevereiro de 2014 e tem como principal função gerir operacionalmente a cooperativa, fica submetida a um conselho de administração, composto por 15 produtores liderados pelo presidente Luiz Lourenço, mais um conselho consultivo com 76 cooperados e também um conselho fiscal.
O primeiro presidente executivo da Cocamar, José Fernando Jardins Junior, explica que essa forma de gestão oferece segurança e transparência para os cooperados, que entendem que há uma administração profissional à frente dos negócios, que pode ser destituída a qualquer momento se não atender aos objetivos. "Somando os conselhos, são quase cem cooperados que estão próximos à administração, avaliando a nossa performance. Se a situação não vai bem, não é preciso esperar data de eleição, período de mandato, para tomar providências", explica Jardins Junior.
Durante a semana, é natural que a diretoria executiva se reúna com o conselho de administração para avaliar a execução de atividades, metas, orçamentos e cumprimento do planejamento estratégico. "O trabalho funciona como uma empresa de capital aberto, em que é preciso gerir a sociedade de praticamente 12 mil cooperados. Nestes primeiros meses de trabalho, tudo está fluindo com naturalidade", relata o presidente executivo.
Apesar da diretoria trabalhar no planejamento estratégico 2010-2015, Jardins Junior comenta que até outubro o planejamento de 2015-2020 já deve ser finalizado. "Para o nosso próximo passo, a preocupação é que os conselheiros administrativos e consultivos que assumirem sejam todos capacitados por meio de treinamentos focados em gestão, formando cooperados mais críticos na análise da gestão."
Outro ponto válido com esse processo de governança é que todos que estão envolvidos com a gestão da cooperativa e começam a vislumbrar a participação na diretoria executiva, já que há um plano de meritocracia que permite que as pessoas evoluam até esse patamar.
A expectativa da Cocamar é atingir este ano um faturamento de R$ 2,9 bilhões, mas o conselho administrativo colocou como meta a marca de R$ 3 bilhões. No ano passado, a cooperativa fechou com um montante de R$ 2,65 bilhões. (V.L.)





