Coopavel lidera industrialização
A Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel), com 3,5 mil associados e 2,3 mil funcionários, opera um complexo que puxa o processo de industrialização da cidade, e é um dos mais expressivos do estado. No ano passado, as indústrias, e demais atividades comerciais, resultaram em faturamento de R$ 289 milhões. Entre os destaques, frigorífico de aves, que abate 140 mil cabeças ao dia, frigorífico de suínos (400 cabeças), e laticínios, com capacidade para 100 mil litros ao dia e produtos derivados.
A Coopavel também opera indústrias de rações (150 mil toneladas/ano), esmagamento de soja (200 mil toneladas/ano), reciclagem de subprodutos vegetais (6 mil toneladas/ano), fertilizantes (80 mil toneladas/ano) de cinquenta diferentes formulações, beneficiamento de sementes de soja, feijão, trigo, aveia e triticale (350 mil sacas/ano). O parque industrial da cooperativa está instalado em área de 60 hectares, à margem da rodovia BR-277. Nele, são gerados 80% do faturamento da Coopavel, e, deste percentual, 20% é resultante da exportação de aves, soja em farelo, grãos e óleo.
A cooperativa está desenvolvendo projetos que complementam o plano de industrialização iniciado há uma década. O presidente, Dilvo Grolli, observa que, em nenhuma etapa, é utilizado financiamento bancário, apenas receitas e capitalização feita pelos cooperados. No próximo ano, operarão os frigoríficos de suínos, para 1,5 mil cabeças ao dia, e de bovinos (200 cabeças), nos quais estão sendo investidos R$ 25 milhões, com faturamento anual que deve chegar a R$ 70 milhões, sendo gerados mil empregos diretos e dois mil indiretos.
A Coopavel, que opera também um Laboratório de Controle de Qualidade, é responsável pela disseminação de tecnologias, através de seu Show Rural, evento anual realizado no Centro Tecnológico Agropecuário Coopavel, nas proximidades de seu parque industrial. O Show, considerado o principal evento do gênero no País, é visitado por milhares de produtores rurais, do Brasil e países vizinhos, que conhecem o resultado da pesquisa e experimentos com lavouras, pecuária e todas as etapas da cadeia produtiva.
Para Dilvo Grolli, as cooperativas devem ser líderes no processo de modernização e disseminação de tecnologias. Segundo ele, as que não forem ágeis nesse processo enfrentarão problemas administrativos, e os transferirão aos seus próprios associados e à economia de regiões onde atuam. (P.P.)





