Controle garante perda zero
O esforço conjunto foi necessário porque, segundo a fitopatologista Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, a ferrugem tem um potencial agressivo e, sem o combate, pode derrubar até 80% da produtividade, dependendo das condições do clima. Na safra 2001/2002, quando a doença fez seu primeiro grande estrago nas lavouras brasileiras, houve perda de até 75% na região de Chapadão do Sul (MS). Ela é agressiva, mas não é difícil de ser controlada. Fizemos esse mutirão para mostrarmos aos produtores que a ferrugem não é doença para se perder. Entrando com o fungicida na época certa o produtor não tem perda, assegura a pesquisadora.
Porém, o agricultor não pode errar a hora da aplicação: ela precisa ser feita antes da doença superar a sua fase inicial. Outro detalhe: como a ferrugem pode aparecer em qualquer estágio do ciclo de vida da planta, há necessidade de se monitorar constantemente a lavoura e, em alguns casos, é preciso fazer duas aplicações até a colheita. Isso porque o fungicida tem um residual de apenas 20 dias de ação. (J.K.)





