Controle de invasoras faz 50 anos
Simpósio nacional em Londrina marcará passagem do meio século dos herbicidas, defensivos de maior consumo
Da Redação
Com a participação de cientistas e agricultores, será realizado no dia 7 de agosto, em Londrina, o Simpósio sobre a Evolução do Controle de Plantas Daninhas no Brasil. O grupo dos Herbicidas representa mais da metade do mercado de defensivos agrícolas no País. O simpósio faz parte das comemorações, pela indústria, do cinquentenário dos herbicidas.
O presidente da Dow AgroSciences no País, Fernando J. Segovia, em visita à Folha, destacou a importância dos herbicidas no plantio direto da soja. Ele lembrou que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, que não perde em qualidade para a soja do maior produtor, Estados Unidos. Segovia previu que a soja brasileira será ainda mais competitiva no mercado internacional, graças à tecnologia existente no País.
CapacitaçãoEm convênio com o Senar, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e suas associadas, as indústrias de defensivos do País, estão patrocinando uma série de cursos para capacitar técnicos e lavradores no manejo adequado de defensivos e destinação final das embalagens. Neste ano os cursos estão incluídos nas comemorações dos 50 anos dos herbicidas químicos.
Para isto, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) recomenda o uso da tríplice lavangem de vasilhames. O presidente da Dow AgroSciences garante que a tríplice lavagem reduz em 99% os resíduos de defensivos nas embalagens. Assim, as embalagens podem - afirma o industrial - ir para os depósitos convencionais de lixo. ‘‘A legislação brasileira considera os vasilhames, depois da tríplice lavagem, como lixo normal’’, comenta Segovia.
Nos cursos técnicos rurais, trabalhadores e agricultores aprendem ações como preparar dosagens seguras, momento de aplicar e uso correto dos defensivos. ‘‘Tudo isso está nos rótulos das embalagens, mas as pessoas muitas vezes não os lêem’’, lembra o presidente da Dow AgroSciences. Para Segovia, embora a parceria com o Senar estenda-se a todo o Brasil, ‘‘o grande projeto é com o Paranᒒ.
Segovia visitou a Folha, esta semana, em companhia dos srs. Osmar Amaral e Humberto Amaral, diretores da Nortox, indústria de defensivos sediada em Arapongas, Norte do Paraná, também participante da campanha para uso correto de defensivos.
SimpósioO Simpósio sobre a Evolução do Controle de Plantas Daninhas no Brasil tem programação e data marcada. Falta acertar o local. Da programação constam:
8h30 - boas-vindas, por Robinson Pitelli, presidente da Sociedade Brasileira da Ciência de Plantas Daninhas (SBCPD); 9 horas - histórico do uso de herbicidas no Brasil, pelo presidente da SBCPD; 10 horas - histórico do uso de herbicidas no Mundo, por Larry Hammond, da Dow AgroSciences nos EUA (um dos seus temas será o uso do 2,4-D, perfil tecnológico e ambiental desse produto); 11h30 - atualidades do uso de herbicidas no manejo de plantas daninhas nos sistemas convencional e plantio direto da soja, por José Carlos Vieira de Almeida, da Universidade Estadual de Londrina; 14h - análise crítica do manejo de plantas daninhas no sistema de plantio direto, por Adelino Pelissari, da Universidade Federal do Paraná, e Manoel Henrique Pereira, da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha; 15h - Controle da deriva, por José Maria Fernandes dos Santos, do Instituto Biológico de São Paulo.
Às 16 horas Robinson Pitelli, presidente da SBCPD, coordenará a entrega de ‘‘prêmios de reconhecimento’’ a várias personalidades: Reynaldo Foerster (IAC/Embrapa-CNPDA), Aldo Alves (IAC/Elanco/Embrapa-CNPDA/Ministério da Agricultura), Luciano Souza Paes Cruz (Instituto Biológico/IAC), Paulo Nogueira Camargo (Esalq), Nilson Gilberto Fleck (UFRS), Jorge Altenfelder (consultor), Lysandro Vial Ribeiro (ex-Dow), Loreno Covolo (Universidade Federal de Santa Maria), Joaquim Joel do Vale Rodrigues (Universidade Federal de Viçosa) e Robinson A. Pitelli (Unesp-Jaboticabal/SBCPD).

mockup