Controle das pragas ocorre a longo prazo
Para o pesquisador do Iapar Nei Domiciano, apesar de evitar a erosão e contribuir para a adubação natural do solo, o plantio direto favoreceu também o surgimento de novas pragas. ''O revolvimento do solo matava percevejos e lagartas, que com o plantio direto tornaram-se pragas''.
Como forma de prevenção, o entomologista sugere a volta da aragem a cada cinco anos. Além disso, o plantio de iscas nas bordaduras da lavoura principal contribui como indicador da presença e tendência de crescimento de pragas no local e momento considerado. De acordo com Domiciano, a instalação das parcelas deve ser feita próxima à época de semeadura ou transplante da cultura principal. ''Uma cultivar deve ser suscetível às pragas e outra às doenças'', aponta.
No caso de dano econômico, o agricultor deve selecionar o defensivo de menor toxicidade ao homem, animal e ambiente, usar produtos seletivos quando possível e aplicá-los no horário e condições climáticas favoráveis. O pesquisador orienta ainda para o uso de dosagem efetiva - que pode variar com o tamanho, espécie do inseto e planta, pressão populacional, tipos de solo e condições de umidade e temperatura - e sempre com equipamentos adequados.
Domiciano ressalta que o controle integrado de pragas deve ser considerado como uma solução a longo prazo, ''levando em consideração a sustentabilidade futura do ecossistema agrícola'', conclui. (M.G.)





