Contribuição para a agroindústria
''Inacreditavelmente todos os pólos agroindustriais estão ligados à cooperativas. Não seria possível o desenvolvimento de núcleos agrícolas de cidades pequenas, sem a existência de uma estrutura de cooperativas'', avalia o superintendente.
Ricken assinala o crescimento da agroindustrialização, a partir de 2000, principalmente na área de produção de frangos.
Diariamente são abatidos 1 milhão de aves, o que representa, semanalmente, um frango para cada paranaense.
''Isso gera ainda mais oportunidade para o pequeno produtor, que não precisa sair da cidade para abater as aves, proporcionando mais empregos'', aponta Ricken.
Em 2005, as cooperativas exportaram US$ 680 milhões, garantindo a comercialização, principalmente, de pequenos produtores, que chegam a ser 77% dos cooperados das cooperativas associadas à Ocepar. Por pequeno produtor entende-se os que produzem em uma área de até 50 hectares.
Além de comercializar a produção, as cooperativas oferecem acesso às novas tecnologias, envolvendo a assistência técnica de 1.300 profissionais.
Para que o sistema cooperativo cresça ainda mais, o superintendente da Ocepar destaca que é preciso algumas mudanças na legislação, que é da década de 70.
''Primeiro é preciso deixar claro o que é o cooperativismo. A lei que temos precisa ser atualizada. Aí não teria confusão, principalmente no meio urbano, onde estão grande parte dos cooperados''. Para Ricken, existe uma tendência de se tratar os associados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que foi criada para o trabalhador assalariado, o que não é o caso dos cooperados. ''Eles não são empregados, mas donos. Por causa dessa falta de clareza tivemos até casos de extorção, o que prejudicou a imagem das cooperativas. Acho que o governo poderia incentivar mais essa forma de organização'', conclui. (F.L.)





