A Bawmann - Agropecuária e Comercial S/A, com duas unidades em Campo Largo, no Sul do Estado, foi uma das empresas visitadas pela equipe de Vigilância Sanitária, e é a única empresa produtora de suínos que têm autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer contratos de investimentos. Tratam-se de contratos de parceria, onde a empresa capta recursos para formar e criar o plantel. O resultado da venda dos animais é depositado na conta do investidor.
A sede da empresa fica em São Paulo. Atualmente possui cinco unidades de criação nas cidades paulistas de Coronel Macedo, Taquarituba, Campinas e Itapeva, além das unidades do Paraná.
O plantel total soma 3.700 matrizes. A empresa está em fase de aquisição de outras unidades e pretende chegar ao final de 2002, com 10 mil matrizes, para atender o interesse do aumento do número de investidores, a maioria pertencente ao meio urbano.
De acordo com o diretor técnico, Valdemiro Furlan, a empresa garante o retorno de 48% dos ganhos, convertidos em quilos de carne, se o resgate for reinvestido após um período de 12 meses.
Se ao final desse período, o investigor quiser resgatar, terá um retorno médio de 33%, também convertido em quilos de carne, descontada a taxa de administração e impostos, que é de 10%.
O limite mínimo do investimento equivale a 1.000 quilos de carne, que conforme a cotação da Associação Paulista de Criadores, é de R$1,55 o quilo. O investimento portanto, representa R$1.550,00. Apesar da garantia em quilos de carne, o resultado do investimento depende da oscilação do preço da carne no mercado.
A empresa já conta com 980 investidores, que já aplicaram em torno de R$8 milhões. Furlan conta que a Bawman conta inclusive com um grupo de investidores dekasseguis, que estão no Japão. ‘‘Seus familiares estão investindo no setor agropecuário para quando eles voltarem’’, destacou. (V.C.)

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