Contato com taturana pode matar
Já ocorreram três casos de morte por envenenamento com a taturana Lonomia no Paraná. O mais recente foi em julho, na região de Londrina. Elas aparecem normalmente em grupos e são observadas em maior quantidade nos meses mais quentes.
A fase de lagarta desta mariposa dura 60 a 80 dias e é a que oferece perigo. As lagartas não são agressivas, ficam nos troncos e se alimentam das folhas nas copas das árvores durante a noite. Sua aparência imita o tronco das árvores, dificultando sua identificação. Durante o dia descem em bloco para as partes mais baixas, para repousar. Na época da transformação em pupa, elas procuram ficar próximas do solo e das folhas secas, provocando aí o maior número de acidentes.
Gostam de árvores silvestres como cedro, figueira do mato, aroeira e ipê, e de árvores frutíferas como ameixeira, pereira, pessegueiro e abacateiro. No contato com os espinhos das lagartas, surge dor e queimação seguida de vermelhidão, inchaço, calor, mal-estar, cefaléia, náuseas e vômitos. As manifestações com hemorragias internas podem aparacer entre 8 e 72 horas após o contato, por isso os casos de acidentes devem ser atendidos o mais rápido possível. (C.C)





