Há muito tempo a carne de porco não tem mais a conotação de ser uma carne perigosa. Estudos indicam que a carne suína é rica em proteínas e vitamina B1, com baixo nível de carboidrato e baixo nível energético (com total de 147 quilos/caloria cada 100 gramas). A carne pura (sem a camada de gordura), possui de 3% a 5% de gordura. ‘‘É uma carne saudável, com um poder de colesterol um pouco maior do que as outras carnes, mas consumida com moderação não tem nenhum problema’’, afirma o cardiologista Antônio Fernando Sant’Anna.
  Um trabalho desenvolvido no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo, no ano de 2000, durante 36 semanas avaliou um grupo que consumiu apenas carne vermelha e outro, apenas carne branca. Depois de quatro semanas, houve a troca de alimento dos grupos que foram observados por mais 36 semanas. ‘‘No final do trabalho não houve diferença no LDL (colesterol ruim), no colesterol total nem no peso de nenhum dos integrantes do grupo’’.
  O cardiologista orienta que a carne suína seja consumida de forma alternada com outros alimentos e complementa que, ‘‘sem excesso, a carne de porco pode até ser consumida diariamente’’. Para isso, basta tomar os devidos cuidados no preparo da carne, como cozinhar bem ou se for congelar, cozinhar antes.
  Em relação à neurocisticercose (parasitose mais comum do sistema nervoso central), Sant’Anna esclarece que a doença se manifesta através da ingestão de alimentos contaminados pela larva da solitária (canjiquinha), que fica alojada em verduras e legumes mal lavados ou mesmo pela falta de higiene do homem. ‘‘Não é a carne de porco que contamina, portanto, bem cozida e bem preparada, não existe risco nenhum’’, conclui o cardiologista.

  Dieta hospitalar - Tais características já incluíram a carne de porco no cardápio de pacientes de intervenções e pós-operatórios. Salvo exceções, há tempo a sopa deixou de ser o alimento servido nos hospitais.
  A nutricionista Dâmaris Cortez, professora da Unifil, é responsável pelo cardápio de vários hospitais de Londrina, inclusive o Hospital do Coração, que inclui na refeição dos pacientes o consumo da carne de porco uma vez por semana. ‘‘Servida com moderação e bem preparada, a carne de porco faz bem ao organismo’’, afirma a nutricionista.
  A orientação é sempre retirar a camada de gordura. ‘‘Esse procedimento não vai deixar a carne seca, mesmo que ela seja assada. A gordura já existente, faz da carne de porco uma carne macia’’.

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