Consumidores são contra
O parecer favorável ao cultivo da soja transgênica no Brasil foi aprovado em votação pela maioria dos membros da CTNBio (13 votos a favor, um contra e uma abstenção). O único voto contrário foi da representante dos consumidores, Iracema da Silva Araújo, que é diretora do Procon de Belém do Pará. Segundo Iracema Araújo, seu voto baseou-se principalmente nas manifestações que recebeu dos consumidores. A maioria da classe consumeirista estava contrária. Recebi inúmeros manifestos, vindos de diversos Estados brasileiros, com argumentos importantes. E é essa classe que eu represento, explica.
Para ela um fato que exemplifica o posicionamento dos consumidores é a liminar concedida pela juíza Raquel Fernandes Perrini, da 11ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo, ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O Instituto entrou com uma ação na Justiça e conseguiu suspender qualquer plantio comercial de alimentos transgênicos no País.
Além disso, Iracema considera que muitos pontos precisam ser esclarecidos, como a própria questão da rotulagem e da comercialização. Apesar de ser contrária, devo esclarecer que a CTNBio é um órgão competente e que tomou uma decisão criteriosa, baseada em estudos e análises. Iracema Araújo afirma que a briga agora é para garantir a rotulagem dos produtos transgênicos e seus derivados. As pessoas precisam saber o que estão comprando. Isso está previsto inclusive no Código de Defesa do Consumidor. Para discutir os assunto, está sendo agendada uma reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia.(J.S.)





