Constância e padrão são fundamentais
Segundo o coordenador da área de agroindústria da Emater/Seab, João Nishi de Souza, a formação de parcerias entre o setor produtivo e o setor varejista, é uma alternativa de agregação de valor.
Os produtores podem organizar a comercialização e procurar parceiros sem intermediários, aumentando margens de ganhos.
No entanto, Nishi, acredita que ainda é necessário uma mudança de mentalidade de técnicos e produtores sobre o funcionamento das parcerias. É preciso ofertar qualidade, constância e padrão, mas o mais importante é se assegurar da fidelidade dos compradores. ''As parcerias trazem oportunidades, mas também podem trazer ameaças,'' alerta.
Segundo ele, no caso do Clube do Produtor, as negociações começaram há 10 meses e agora já evoluíram para alguns contratos, em várias regiões do Paraná.
Para João Nishi, o fornecimento ao Clube do Produtor deverá beneficiar o agricultor na medida que tira do cenário a figura do intermediário e reduz o passeio de muitos produtos. Ele cita o caso da uva produzida em Bandeirantes, que vai para o Ceagesp em São Paulo, de lá para Porto Alegre (RS) e, muitas vezes, retorna a Londrina.
É necessário ter oferta constante e considerar o comportamento do consumidor na demanda por certos produtos, considera o técnico. A agricultura é sazonal e nem sempre é possível controlar toda a produção, que pode sofrer com intempéries do clima.
A alternativa, aconselha Nishi, é ter um mix de produção para ofertar, na falta de um determinado produto, outro que poderá substituir a oferta nos supermercados. ''Por isso o produtor não pode estar sozinho. Em grupo fica mais fácil.''
Outra alternativa, segundo ele, é partir para agroindustrialização, trabalho que pode resultar em lucro de até 500% a mais do que se o mesmo produto fosse vendido in natura.(C.B.)





